quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Será que consigo?

Ando numa fase de organizar a minha vida. A casa está em progresso e com tantos assuntos para tratar, dois empregos, 2 filhos em idades tão diferentes e com tantas exigências, as contas, as tarefas domésticas e mais milhentas coisas que aparecem sempre para fazer, preciso de organizar tudo direitinho e arranjar um sistema para me organizar e conseguir fazer tudo, sem esquecimentos e sem ficar completamente esgotada.

Gosto muito de ler o Blogue da Rita The Busy Woman and the Stripy Cat que tem sido uma inspiração, embora ainda não tenha conseguido nem de longe alcançar a organização e a vida simplificada dela. Mas devagar lá vamos.

O destralhar está em curso. Dei as coisas que já não uso nem preciso, principalmente roupa minha e do G.. A minha dei a uma pessoa conhecida da minha mãe, a do G. foi toda enviada para a minha irmã do coração que anda de esperança (parabéns C.) e todas as coisas que ela me deu quando fiquei grávida do G. retornaram para o rebento que aí vem. A do H. ficou guardada naqueles sacos de vácuo na arca que consegui enfiar num armário de arrumação (porque estava num canto da sala cheia de tralha em cima), porque é roupa que está muito boa praticamente nova e vai dar para o irmão.

Deitei muita coisa fora que fui guardando porque um dia podia vir a fazer falta (nunca fez em anos não vai ser agora) e o armário de arrumação ficou metade vazio e assim coube a arca lá dentro.

Ainda tenho algumas coisas para despachar mas custa-me deitar fora. Pus à venda na net mas ainda só vendi uma coisa. Vou ver se arranjo a quem dar porque como não tenho arrumos nem garagem não tenho onde guardar e está lá num cantinho da sala, já a enervar-me....

Mas o que queria tentar fazer era o desafio da Rita de registar exactamente em que é que gasto e ocupo o meu tempo. Para isso tenho de registar todo o meu dia em espaços de 15 minutos, não vai ser fácil e hoje já não consigo iniciar. Mas hoje vou preparar o bloquinho e amanhã vou fazer esse exercício, durante uma semana.

Vai ser bonito perceber o que faço o dia todo...  

Regresso

O último post já foi à mais de um mês e nem me tinha dado conta, a realidade é que o tempo não tem dado para nada e o último mês foi brutal.

O G. finalmente (porque foi o último da sala dele no infantário) apanhou varicela e não foi nada fácil. No dia 3 começaram a aparecer as borbulhinhas e já ficamos em casa por precaução. Como a médica disse que não valia a pena ir a correr à consulta mal aparecessem as primeiras, só lá fomos na 4ª feira de manhã e sim, confirmou-se o diagnóstico. Viemos para casa com a medicação e muito betadine e banhocas de recomendação.

Só na 5ª feira percebi porque a médica me tinha dito que ele tinha poucas (porque eu já achava que ele estava uma lástima), é que acordou irreconhecível. Apanhei um grande susto quando o levantei da cama nesse dia, as borbulhas tinham rebentado em força durante a noite e se no dia anterior na cara só tinha 4 borbulhas nesse dia não havia um espacinho na cara sem borbulhas: até dentro do nariz, na boca e nas orelhas tinha borbulhas. O peito e as costas estavam cravejadas delas e nos pés então foi o pior. O G. tem os pés muitos gordinhos e os dedinhos muito juntinhos e claro, as borbulhas lembraram-se de nascer mesmo no meio dos dedos. O único sitio menos massacrado foram mesmo as pernocas.

Febre até não fez muito, foram só dois dias e o máximo que atingiu foram os 39º. Os nossos dias foram resumidos a 4 banhos por dia, seguidos de desinfecção com Betadine alternando com um creme fantástico que me foi recomendado por uma colega que usou quando o bebé dela teve a varicela e que ajudou a secar as malvadas das borbulhas. Este ritual foi sempre acompanhado de muito choro e fita, parecia que o estavam a matar... 

Resumindo foram duas semanas em casa com ele e a nossa rotina, as borbulhas pareciam não querer dar tréguas e na semana seguinte ainda havia borbulhas novas a rebentar e eu incrédula. Felizmente já passou embora ainda ande todo sarapintado porque ainda tem manchinhas na pele, principalmente nos locais onde tinha as maiores e ainda ando a tirar crostinhas do cabelo das borbulhas que ganhou na cabeça e que só agora começam a soltar-se. Foi dose...

A par disto, foi o inicio do ano lectivo para o H. Encadernar livros, cadernos, comprar material, mochila, sapatilhas, organizar todo um mundo novo para iniciar o 9º ano com o pé direito, porque este ano é muito importante e decisivo e é assim que queremos que ele o encare logo desde o inicio. Há quem diga que é um exagero começar logo assim, mas não, este ano a rédea está mais que curta para que não haja deslizes como o ano passado e sim, acho que devemos redobrar a exigência que sempre tivemos com ele em relação à escola, que afinal é o trabalho dele.

O balanço nestas duas semanas tem sido bom, não tanto como esperava, acho que ele ainda anda ao ritmo das férias mas ontem tivemos uma (mais uma) conversa sobre a escola, as aulas e a rotina que ele tem de cumprir. Quero ver energia, iniciativa, interesse... e vai lá, ao ritmo lento dele está a começar a dar-lhe gás.

Na 2ª feira foi a reunião com a Directora de Turma e é cá das minhas. Uma pessoa muito directiva e frontal, avisou logo os pais que este ano não é pêra doce e que temos de exigir e andar atentos, é preciso trabalho e disciplina e ainda por cima é professora de Matemática (Yupiiiiii...). Gostei muito.

Juntamente com tudo isto iniciamos as pinturas lá em casa, 4 dias a tapar fissuras, uma descoberta fantástica de que tínhamos uma parede oca no nosso quarto por baixo da janela e que teve de ser reconstruída e depois mais uma semana para pintar tudo.

Parece muito tempo e sim, podia ter demorado menos, mas viver com duas crianças, uma com varicela outra com inicio de aulas à porta numa casa em obras, tem de ser muito bem planeado e com muita calma. Teve de ser uma divisão de cada vez para conseguir mover as coisas de um lado para o outro e limpar a lixeira que estas coisas fazem (nem imaginam). 

A decoração ainda está para vir porque o tempo não dá para tudo mas isso fica para outro post.

Acho que preciso urgentemente de férias...

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Alerta Pintarolas...

Quando viemos de férias fomos avisados que na sala do infantário do G. andavam com varicela. Ficamos logo em alerta. Passado quase um mês, já todos os amiguinhos dele foram para casa com varicela e voltaram.
O meu pequenino estava a resistir e até pensamos que se calhar era imune, mas parece que não.
 
Ontem estava muito choquinho (para não querer a sopa toda tem de estar mesmo com alguma coisa) e parecia estar a começar a fazer febre mas durante a noite nada e hoje de manhã, nada na mesma.
 
Deixei-o no infantário todo sorridente mas mal cheguei ao trabalho liga-me a educadora a avisar que tem borbulhas já a criar a cabecinha de água, como elas dizem, e que de certeza que vai rebentar.
 
Por isso já estamos em alerta, para já vai ficar de manhã mas o mais certo é ter de o ir buscar.
 
Nos próximos dias vamos andar a tratar pintarolas...
 
 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Descontrolada

Tenho de arranjar maneira de controlar o tempo que passo a ler blogs, é que me perco completamente...
 
Vamos mas é lá trabalhar, que tenho montes de coisas para fazer...
 
 

Quando os dias começam assim

Ontem e hoje os dias têm começado tão bem, sem birras de D. G. que tem acordado tão bem disposto e me tem brindado com um abraço apertadinho no meu pescoço.



Abraço que repete quando o vou deixar no infantário e sabe tão bem, embora tenha de o "descolar" a mim para vir embora mas com a ajuda das educadoras e das meninas que ele tanto gosta temos conseguido que não fique a chorar... é que deixá-lo a chorar custa tanto... mas felizmente tem ficado bem, enganado mas ficado bem.

E eu venho trabalhar com aquele carinho ainda tão presente, ainda a sentir os bracinhos dele agarradinhos a mim e as mãozinhas no meu pescoço...

Que bom...

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Férias #1 - A viagem de ida

Já fomos várias vezes passar férias ao Algarve e de todas elas optamos por fazer a viagem de noite e desta vez não foi excepção e confirma-se que quando se tem miúdos, é para mim a melhor opção.

Geralmente vamos sempre para o mesmo sitio e o apartamento em que ficamos podemos entrar de madrugada, por isso costumamos sair do Porto logo a seguir ao jantar.

Mas este ano como não estava disponível, optamos por outro locar e ai só podíamos entrar ao meio dia, por isso saímos mais tarde.

Jantamos normalmente e deitamos o G. a dormir na caminha dele, como se lá fosse ficar a noitinha toda como sempre, mas já com a roupinha para ir na viagem. A conselho roupa fresca e confortável, porque a viagem é longa e a cadeirinha aquece um bocadinho e se for como os meus pequenotes, chegam á encharcados. Vesti-lhe uma t-shirt e uns calções e depois foi só tapá-lo com uma mantinha quando o acomodamos no carro.

Por volta das 2 da manhã carregamos o carro, ou melhor, atolhamos o carro (foi tão arrumadinho que ainda podia ter levado mais umas coisinhas...) e foi só pegar no piolho, pô-lo cadeirinha e seguir viagem.

Conduzir de noite é mais cansativo e tem de se ir com mais atenção, mas tem de longe para mim mais vantagens que ir durante o dia. Além de não se apanhar trânsito, nem aquele calor horrível, principalmente na zona do Alentejo (ainda estou traumatizada do ano, ainda eu adolescente, em que atravessei o Alentejo em plena tarde de Agosto em direcção a V.N. de Milfontes em que fiquei com a marca dos calções que levava) e o meu carro tem ar condicionado..., com crianças pequenas evita-se as inúmeras paragens para tudo e mais alguma coisa como para comer, para fazer xixi ou mudar fraldas, beber água, as birras porque começam a ficar cansados e aborrecidos, etc, etc, etc... sabem como é.

Eu não sei, porque ele dormiu a viagem toda, desde que o pusemos no carro até às 7h30 da manhã quando parámos para tomar o pequeno almoço. Claro que no caminho parámos 2 ou 3 vezes, para esticar as pernas e trocar de condutor, mas ele não deu por nada e o mais velho também aterrou quase no fim da viagem.



É menos cansativo para eles e para nós, que não temos de perder tempo com paragens nem lidar com as birras que têm razão de ser, coitadinhos, eles não compreendem e querem é as rotinas deles.

Por isso a primeira etapa das férias correu lindamente e foi um sucesso. Viagem sossegada e chegada na hora prevista.

continua...

 

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Planos para Domingo

Era suposto este mês fazer as remodelações e arrumações (tantas) lá em casa. Hoje são 8 e ainda nem comecei. E também não me parece que vá ser este fim de semana: é que se não houver "pintarolas" (entenda-se varicela), vamos passar o dia inteiro à piscina...
 
Já somos clientes à uns anos, passamos lá o dia inteiro. Podemos usufruir da piscina exterior, da interior que é olímpica, mas a que eu gosto mais é mesmo a de água quente, nesta altura morna. Tem jacuzzi e sauna e banho turco.
 
 
 
E que bem que sabe sair de lá relaxadinha, de banho tomado e ir jantar um franguinho assado...Vai ser a estreia do G., até quero ver.
 
Por isso no sábado vou preparar as tralhas e domingo lá vamos. As arrumações, por este andar nem no Natal...

The greatest thing you'll ever learn is just to love and be loved in return

Há exactamente 15 anos foi o primeiro dia do resto da minha vida, ou melhor, da nossa vida a dois. Aquele dia passado na praia a dois, o dia em que assumimos e confidenciamos sentimentos e decidimos arriscar.
 
Foi um misto de emoções, eramos amigos, gostava de conversar contigo, eras uma pessoa de conversa fácil com quem me identificava. Admirava-te a nível profissional porque tínhamos trabalhado juntos e aprendi imenso, foi o meu segundo emprego e eras meu "chefe", entenda-se eras meu colega de loja mas pronto.
 
Mas o que predominou naquele dia juntos foi o friozinho que sentia na barriga cada vez que me olhavas, cada vez que me tocavas sem querer, era o medo de avançar sem saber se era o que também estavas a sentir e se seria só uma ilusão.
 
Mas não, não era ilusão, tu avançaste e eu deixei, eu quis e sim, percebi que estava apaixonada por ti.
 
 
Ao fim de 15 anos juntos, dois filhos fantásticos e uma vida cheia de amor, alegria, cumplicidade, momentos inesquecíveis, não esquecendo também os momentos tristes, difíceis e as provações porque passamos juntos e que nos fizeram crescer tanto, continuo APAIXONADA POR TI.
 
Pelo Marido que és, tão meigo e atencioso, tão apaixonado (porque ao contrário do que dizem a paixão não diminuiu), que me acha linda de morrer e mo diz todos os dias mesmo quando eu me sinto um trapo e me queixo de estar magra e mimimimimi..., por seres tão correcto e saberes exatamente o que queres, por não me fazeres as vontades quando não concordas, por me dizeres que estou errada e que tenho de mudar certas atitudes quando te magoa, por admitires os teus erros e pedires desculpa sem demoras e sem arrastar situações por orgulho.
 
Por continuares a ser o profissional correcto que és e a cumprires as tuas responsabilidades, a pensar no bem estar da tua família sempre primeiro, e só depois em ti, contrariando muitas vezes o impulso de tomares decisões que sem nós já terias tomado.
 
Por seres o MEU MELHOR AMIGO. Porque é contigo que conto em todos os momentos, nos felizes mas principalmente nos difíceis. Porque és tu que me dás força, que não me deixas enfiar a cabeça na areia como tantas vezes tento fazer, que me fazes ver a sorte que tenho, por ter a família que tenho e apreciar as pequenas coisas, os pequenos momentos. Por me fazeres RIR e SORRIR, pelas nossas longas conversas das quais tenho tantas saudades quando passa mais tempo do que o que deveria.
 
Mas principalmente por seres o MELHOR PAI do MUNDO. Pelo amor incondicional que lhes dás, pelo apoio, pelo companheirismo, pelas brincadeiras, pela cumplicidade que consegues ter com eles, mesmo não estando tanto tempo com eles como eu. É bom e enche-me o coração quando te vejo com o G. a rebolar no chão, a jogar Playstation com o H., a passear à volta da piscina com o piquitato porque ele quer ir ver as "meninaaas" ou nas conversas sobre as "babes" com o mais velho. 
 
Ao longo destes anos ensinaste-me a viver, a não stressar por tudo e por nada, a aproveitar os momentos em família e sei que posso contar contigo sempre em qualquer situação, és o meu porto seguro.
 
E sim, continuo APAIXONADA por ti, por este amor e pelo futuro que estamos a construir com os nossos filhos.

Ups...

Não sei como é que aparece um posto de à não sei quantos meses como se tivesse sido publicado à bocado... O blogue passou-se... 

Parte 2

- Novembro de 2011 - O parto do G. só estava previsto para Dezembro mas algo me dizia que não ia aguentar até às 40 semanas. No dia 21 tive consulta com a médica e confirmou-se as minhas suspeitas, já tinha dilatação e contracções por isso mandou-me para o hospital. Ainda fui a casa buscar a mala e deixar H. com os avós e fomos para o hospital. Foi uma longa noite e dia seguinte, 17 horas de trabalho de parto. Finalmente às 14h00 de dia 22 conhecemos o nosso piquitito, como lhe costumo chamar:-)  É a melhor sensação do mundo, pegar e olhar para o nosso bebé pela primeira vez e pela segunda vez na vida pude comprovar isso. É o bebé mais lindo do mundo e é indescritvel o que se sente, só quem é mãe o sabe... Os dois dias seguintes foram passados no hospital, o G. estava bem e eu também por isso tivemos alta, apesar de ele ter de tomar o suplemento do leite porque o meu não o estava a alimentar convenientemente. Confesso que fui para casa apreensiva mas confiante que o meu leite ia subir, como se costuma dizer, e que as coisas iam ser como do H. Enganei-me.
Quando saimos do hospital liguei à minha mãe que se prontificou a ir logo para minha casa para me ajudar e quando chegamos ela já lá estava. Ficou comigo e com o G.e o Papá foi  o H. que ainda estava na escola e ia passar no supermercado para comprar umas coisas que era preciso. Quando chegamos estava quase na hora do G. comer por isso assim fiz, mudei-lhe a fralda e ele depois de arrotar adormeceu, como de costume. Ainda pensei em deixá-lo com a avó e aproveitar para ir tomar um banho em condições mas como tinha a roupa dele toda na mala, achei melhor arrumar as coisinhas dele primeiro e deitei-o na espreguiçadeira em cima da cama, mesmo ao meu lado. Ainda hoje acho que foi pressentimento, porque passados uns 15 minutos olhei para o meu bebé e estava a acontecer o que eu acho que é o receio de todos os pais quando têm um recém nascido. Acho que nunca contei a ninguém em pormenor o que aconteceu porque ainda hoje me custa lembrar e recordar... Ele não chorou, estava com a mãozinha no ar e a mexer o bracinho e quando olhei para ele vi imediatamente que se estava a engasgar. Peguei nele ao colo e virei-o de barriga para baixo e só queria que ele chorasse para ver se ajudava. Comecei a despi-lo porque como ele não gosta costuma começar a chorar, mas ele nem conseguia. Gritei pela minha mãe que ligou para o meu marido mas ele não atendia e quando finalmente consegui falar com ele disse-me o que fazer, pôr a mão em forma de concha e dar uma pancadinha seca nas costas, mas a chamada foi abaixo. Nem pensei duas vezes e ligamos para o 112 e quando eles ouviram-me dizer que era um recém nascido a engasgar-se vieram de imediato e deram-me as mesmas indicações pelo telefone do que devia fazer. As duas pancadinhas resultaram, graças a deus e quando o pai e a ambulância chegaram ele já estava bem. Isto tudo passou-se talvez em 5 a 10 minutos para ainda hoje parece que foram longas horas de desespero a ver o meu bebé aflito nos meus braços...
Fomos para o hospital, porque apesar de ele já estar bem, a médica aconselhou-nos a ele ser visto e para tentar perceber o que se tinha passado, porque o liquido que lhe saiu pelo nariz não era leite, ele não se entalou com leite, parecia saliva.
Não sei como me aguentei, só sentia as lágrimas constantemente a correr e nem sabia bem o que fazer, ainda por cima ao ver como o H. ficou assustado com a situação e sem perceber o que se estava a passar, mas naquele momento só pensava que tinha de ir para o hospital e ele ficou em casa com os avós.
Quando chegamos ao hospital ele entrou logo como prioritário e eu só conseguia olhar para ele para tentar perceber se ele estava bem, não conseguia falar sequer tal ainda era o choque. Depois lá me acalmei quando me disseram que ele estava bem mas que tinha de fazer uma série de exames e foi quando ouvi o diagnóstico: ALTE com refluxo. Olhamos um para o outro e ficamos com medo de perguntar o que queria aquilo dizer, pensei logo que o meu filho teria alguma doença rara ou coisa assim. Ainda que a medo, perguntamos ao enfermeiro que lhe estava a tirar sangue o que significava aquilo e ALTE significa SIndrome de Morte Súbita em inglês. Não sabia sequer o que dizer nem o que sentir... Entretanto veio a médica que nos explicou que a suspeita era que fosse apenas um problema de refluxo, mas como ele se tinha engasgado, o hospital tem um protocolo no caso de recém nascidos em que é desencadeado logo uma série de exames e que só depois de garantir de que está tudo bem é que ele teria alta. Além disso não tinham a certeza se ele tinha ficado sem respirar e por isso tinha de ser avaliado. Explicou-nos ainda que iria ficar internado na neonatologia e ser monitorizado durante 24 horas até terem a certeza. Já lhe tinham tirado sangue para fazer análises e iria seguir então para o internamento. O choque foi quando me disse que não podiamos ficar com ele, só de manhã é que podiamos voltar e ficar com ele durante o dia.
Eu bem pedi, quase implorei mas a médica olhou para mim e disse-me que mesmo que eu pudesse não me deixava. Eu estava esgotada e tinha de ir para casa recuperar forças porque o meu bebé ia precisar da mãe em condições no dia seguinte. Hoje sei que ela tinha razão, não dormia à quatro noites e estava esgotada mas na altura fiquei de rastos por deixar lá o meu bebé sem saber o que podia acontecer...