quarta-feira, 10 de abril de 2013

Para a minha Mana

Não é minha irmã de sangue, mas é do coração e da vida... É a pessoa que está sempre do meu lado, é o ombro amigo onde choro e com quem desabafo tudo... É a pessoa que está sempre disponível para ajudar, para ouvir e que é capaz de dar, como se costuma dizer, a camisa do corpo aos outros...
 
Infelizmente está longe fisicamente, mas à distância de um telefonema, de um email, e tão perto do coração...
 
Que saudades de trabalharmos juntas, de passarmos tardes (de pasmaceira no escritório, sem a administração) a ver blogs e a rir desalmadamente... dos nossos almoços e de andarmos a correr à hora do almoço para tratarmos dos nossos assuntos... dos desabafos uma com a outra e das picardias no trabalho...
 
Mas estas saudades são boas porque sei que ela está muito melhor, tem o seu bem mais precioso com ela, tem uma qualidade de vida melhor para se dedicar ao filhote, tem a família perto dela para a apoiar e reencontrou o amor, porque ela mais do que ninguém merece quem a trate bem, quem cuide dela e a ame, assim como ela se dedica aos outros de corpo e alma. Ela merece ser FELIZ.
 
Obrigada por tudo e sê feliz, MANA......
 
 

terça-feira, 9 de abril de 2013

Sábado e o sol

 
E o dia de sol trouxe um almoço sossegado num dos nossos restaurantes preferidos, seguido de um passeio à beira mar com direito a gelados (e o G. adorou, lambuzou-se todo com um corneto de morango), uma ida ao shopping e à descoberta de uma loja onde alugam carrinhos telecomandados para andar pelo shopping - era ver o G. dentro do carrinho e o irmão a conduzi-lo - difícil foi vir embora sem o carro!!!.
 
Rumamos a casa, jantarzinho feito pelo marido e a noite não poderia ter acabado melhor que passada os quatro e uma guerra de almofadas!!! Foi o caos, rir até ficar com soluços e sem forças...
 
E são estes momentos de pura felicidade com as pessoas mais importantes da minha vida, os meus 3 homens, que me dão forças para enfrentar tudo e todos e dar graças a Deus porque afinal tenho o mais importante... AMOR
 


segunda-feira, 8 de abril de 2013

Parte 3 - Neonatologia

O serviço de Neonatologia é um espaço avassalador... Uma sala grande, ampla, com cerca de 15/16 incubadoras e berços e todo o tipo de monitores que se possa imaginar.
Para lá entrar os pais têm de vestir uma bata e lavar e desinfetar mãos e braços até aos cotovelos e as mamãs cabelos presos para evitar ter de mexer no cabelo.

Na noite em que o G. teve de ficar internado, fomos acompanhados até ao Internamento de Neonatologia, onde nos explicaram as regras e onde o nosso bebé já estava numa incubadora. Estava só de fralda, cheio de fios, ligado a um monitor que estava a monitorizar a respirar e o coração. Em caso de alguma alteração o monitor dispara um alarme. Os pais só podem lá estar a acompanhar e a tratar do bebé durante o dia, durante a noite não podemos. Cada enfermeira está encarregue de 3 a 4 crianças, não mais do que isso. Nessa noite tive de deixar lá o meu bebé e vir para casa. Na manhã seguinte podíamos entrar a partir das 9 horas.

Não sei descrever a sensação de impotência, desanimo, desespero, sei lá... que sentimos ao ter de vir embora sem ele, sem saber como iriam cuidar dele, se ele ia estar bem, se ia dormir, se ia comer... sem vê-lo... Claro que nos tranquilizaram, que se algo acontecesse nos ligavam logo, mas sente-se um aperto no peito, parece que nos estão a arrancar um pedaço. Honestamente tive medo de perder o meu bebé...

Felizmente, correu tudo bem. Ele passou bem a noite, comeu e dormiu muito bem a noite toda. E não sei como, mas nós também. Quando chegamos a casa o H. já dormia porque no dia seguinte era dia de escola e nós mal os meus pais se foram embora, só queríamos mesmo era nos deitarmos. Pensei que não iria conseguir dormir, e seria o normal em mim, mas o cansaço era tanto e estava de tal maneira ainda em choque, que só me lembro de deitar a cabeça na almofada e não me lembro de mais nada... e parece que alguém entretanto estalou os dedos e acordei.

Fomos levar o H. à escola e fomos para o hospital. Fizemos o ritual da desinfecção, vestimos as batas e entrámos. Lá estava o nosso piquitito, a dormir, mas quase na hora de comer... Entretanto veio a enfermeira encarregue dele que nos disse que tinha estado bem durante a noite, sem alterações e por isso a reagir bem.

Nesse dia fez um electrocardiograma e estava tudo normal. Explicaram-nos que ainda iria fazer mais uma série de exames mas que nos iriam dizendo à medida que fossem sendo agendados. Passamos lá o dia todo com ele, apenas saímos à vez para almoçar na cantina do hospital e o Pai saiu para ir buscar o irmão mais velho para o ir ver por um bocadinho no final da tarde. No serviço de Neo não há visitas, apenas algumas excepções e sempre com autorização da Enfermeira Chefe. Pedimos se era possível o irmão visitá-lo, uma vez que em casa o único bocadinho que o viu foi durante o episódio traumático e o H. também estava preocupado. Ainda pensámos não deixá-lo ver o irmão assim com aqueles fios todos na incubadora mas achamos que não o deixar vê-lo ainda ia ter um efeito pior e o H. ficou todo contente por ver o irmão. Até lhe levou um bonequinho, o Winnie que era dele quando era pequenino. A enfermeira disse-nos que devíamos levar coisas de casa, bonecos e fotos para tornar o espaço do bebé mais acolhedor e não tão impessoal.

Difícil foi à noite. Tivemos de nos organizar, como era 6ª feira o H. foi para casa dos avós e nós voltamos para o hospital e ficamos com o G. até literalmente nos dizerem que tínhamos de ir embora. Mais uma despedida, mais um pedacinho arrancado... mais uma noite longe dele...

E no dia seguinte lá fomos novamente bem cedinho para o hospital, ansiosos por mais um dia e para saber como ele tinha estado...  

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Um mês

Nem tinha reparado que o blog faz hoje um mês, se não fosse o comentário e os parabéns da Bruxa Mimi (que muito agradeço) nem tinha reparado.
 
Realmente o tempo e a vida passam a correr, nem nos damos conta, só quando paramos um segundinho para pensar e pum... já se passou.
 
Já passou um mês e tanto que ainda quero escrever e tanto que preciso desabafar... Haja tempo...
 
 

Trabalhar a partir de casa

Como eu gostava de poder só ter o trabalho de part time e trabalhar a partir de casa...
 
Neste momento tenho um trabalho fixo das 8h30 às 18h30 e um part time, conciliável com este horário, porque o posso fazer a partir de casa. E gostava tanto de poder viver só com este rendimento, para poder ter mais tempo para o desenvolver melhor, fazer outras coisas e pôr em prática ideias que tenho em mente e que não consigo por falta de tempo... E sinto que podia alcançar novos objectivos se conseguisse desenvolver essas ideias e é um trabalho que me dá muito prazer e em que sou "patroa" de mim mesma.
 
Não é que eu não goste do meu emprego a tempo inteiro, tenho boas condições, mas nem sempre me sinto realizada e é um horário nada apropriado a uma mãe. Já tentei negociar mas em vão...
 
E mais importante, teria mais tempo para os meus filhos, sem me preocupar em ter de dar justificações a ninguém quando têm consultas ou preciso de ir com eles onde quer que seja e podia acompanhá-los melhor no seu desenvolvimento e crescimento.
 
Mas isto não está fácil e infelizmente em Portugal é impossível viver só com um salário (no meu caso).
 
Bem pode ser que venham melhores dias e as coisas melhorem... não custa sonhar!
 

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Tá bonito, está...

Hoje o dia começou bem, começou... A pé às 6h30, toca de tomar banho, sempre a ver se ouvia o baby a chorar, chamar o mais velho e finalmente ir acordar o piquitito.
 
Dar-lhe o leite, mudar a fralda e a roupa toda porque a fralda não aguentou e claro com berreiro, porque detesta se vestir e despir...
 
Toca a calçar, vestir casacos, novo berreiro e tudo a sair de casa a correr para variar.
 
Estava a chover a potes e guarda chuvas em casa, nada... Esperamos um bocadinho e lá abrandou e demos uma corrida.
 
Deixei o baby no infantário, cheio de sono e rabugento e fui ao Centro de Saúde com o H. para fazer o curativo (ele foi operado em Dezembro pela 2ª vez a um quisto sacrococcígeo e ainda não cicatrizou por completo).
 
Chegamos e o Centro de Saúde ainda nem estava aberto, atrasaram-se... Computadores ainda a ligar e claro nas calmas... estava marcado para as 8h mas só foi chamado às 8h20. A enfermeira também apanhou trânsito e atrasou-se (o que não costuma acontecer) e eu a stressar com as horas.
 
E o pior ainda estava para vir - raios... a cicatriz está a abrir outra vez e a infeccionar. Nem queria acreditar, nem ele nem a enfermeira... Três meses para fechar e quando estava mesmo quase começa a voltar para trás, é mesmo desesperante. Amanhã lá vamos outra vez para ver como está...
 
Claro que além de desanimados e com esta chuva, ele chegou atrasado à escola, eu atrasada ao trabalho e lembrei-me agora que não tenho sopa para dar ao G. logo ao jantar e à hora que chego a casa não tenho tempo de pôr a fazer. Acho que vou a casa à hora do almoço tratar disso...
 
Vida de mãe é dose... Vamos ver se não acontece mais nenhum imprevisto.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Hoje li o post d'A Pipoca Mais Dois" sobre como é importante o apoio familiar quando se tem um bebé.
 
Sinto uma inveja terrível das pessoas que contam que no dia anterior foram jantar e deixaram o baby com a avó, ou que o bebé está doente mas a avó ficou com ele para a mãe não ter de faltar outra vez ao trabalho ou que os avós simplesmente quiseram ficar com ele para passear, brincar...
 
Eu não tenho essa sorte... Quando o H. era pequenino a minha mãe trabalhava e por isso tinha essa desculpa, de não poder ficar com ele quando ficava doente, eu tinha mesmo de faltar ao trabalho. Mas também nunca se ofereceu para ficar com ele noutras situações, ou melhor, caiu na asneira de começar a ficar com ele uma semana nas férias de verão. A primeira vez até correu bem mas no ano a seguir acabou-se: é que ele andava a fazer "dieta" porque tinha andado doentito e tinha de evitar os fritos e guloseimas e essas coisas, nada de especial a meu ver. Claro que ao terceiro dia a minha mãe achou melhor me ligar a dizer que era melhor levar o menino para casa porque era complicado estar a fazer comida diferente para ele e que o que levavam para comer na praia podia-lhe fazer mal...
 
Claro que lhe disse para o trazer, óbvio... o dificil foi explicar ao miúdo porque não podia ficar com os avós a semana toda como prometido (não lhe podia dizer que a avó não lhe apetecia em vez de fazer panados fritos podia simplesmente grelhar a carne...). Cortou-me o coração olhar para a carinha triste dele a dizer que não podia ficar lá porque estava doente...
 
E eu pergunto: que avó tem coragem de fazer isto, só porque quer estar na praia descansadinha a tostar ao sol?
 
Com o G. pensei que as coisas iam ser diferentes. A minha mãe está mais velha, mais madura e ainda por cima está em casa...
 
Começou logo bem quando poucos dias depois de lhe ter dito que estava grávida, fomos a casa de uns tios meus com os meus pais e a minha tia disse logo, em tom de brincadeira:
 
- Anda lá que agora que estás em casa, vais tomar conta do teu netinho ou netinha!!!
 
Ao que a minha mãe respondeu muito rapidamente:
 
- Ah não, ela não quer, ela prefere pô-lo no infantário, onde anda o irmão...
 
Bem se por acaso estivesse com ideias de lhe pedir para tomar conta dele, perdia logo a vontade. Mas como eu já sei o que tenho, evidente que já estava a contar...
A minha mãe é daquelas pessoas que está sempre a dizer que se precisar de alguma coisa para dizer, mas se eu me queixar que estou cansada ou tenho muito que fazer e não consigo, ela não é capaz de dizer: deixa estar que eu vou aí te ajudar.
Eu não sou pedinchas, não gosto de sobrecarregar os outros e sei que podia choramingar e talvez assim conseguisse mais ajuda, mas não sou assim, não sou capaz...
 
Quando estava grávida e tive de ficar em casa em repouso até o G. nascer, quantas vezes disse à minha mãe que tinha a casa por arrumar e roupas para tratar e que não conseguia por causa das dores e porque arriscava-me a ele nascer, o que ouvia era sempre: Oh deixa lá isso, faz quando puderes, ninguém anda a correr atrás de ti...
 
Pois mas a casa não se arruma sozinha e a roupa não se lava e passa sozinha, dahhhh...
 
Quando o G. nasceu, a história foi a mesma, não me adiantava nada, quando ela ligava a perguntar se estava tudo bem, eu dizer que não dormia à não sei quantas noites seguidas (porque a determinada altura perdi-lhe a conta...), que tinha medo de adormecer com ele ao colo, que quando o H. chegava da escola para almoçar eu estava a dormir porque o G. passou uma fase que dormia das 6h da manhã às 13h da tarde... A resposta era sempre a mesma: estás em casa vai fazendo conforme puderes...
 
Este desligamento já deu uma grande discussão porque até à pouco tempo a minha mãe me acusou de não ver os miúdos muitas vezes e claro que depois de me segurar tantas tantas vezes, lá tive de lhe dizer: que estive em casa 5 meses e ela nunca lá foi passar uma tarde comigo e com os miúdos, brincar com eles ou ajudar a cuidar deles.
 
A minha mãe é AVÓ DE VISITA DE FIM DE SEMANA. Só está disponível para ir lá a casa ao domingo à tarde, porque à 6ª feira à noite o meu pai tem karaté, ao sábado durante o dia tem de ir às comprar e arrumar e à noite vai sempre tomar café a casa dos meus tios...
 
E vai lá visitá-los, não vai ajudar a cuidar deles. Na última discussão pensei que as coisas tinham ficado esclarecidas e até mudou um bocadinho de atitude, passou a ir lá ao sábado e a ligar-me a perguntar quando é que me dava mais jeito porque eu também precisava de descansar e até se ofereceu para ir lá a casa uma vez por semana para me dar uma ajuda na limpeza. E foi: 2 vezes...
 
Deve-se ter assustado, é que eu até sou arrumada e organizada mas é quando tenho tempo e ultimamente só tenho tempo de fazer o minimo indespensável durante a semana, ao fim de semana limpo melhor. Começaram as desculpas e deixou de lá ir.
 
É triste pensar que o G. tem 16 meses e a avó nunca lhe mudou uma fralda, nunca lhe deu a sopa, nem papa, nem nunca o adormeceu... Depois diz que eu não tenho necessidade de faltar ao trabalho quando ele está doente, que lhe podia pedir para ela ficar com ele... Claro que não consigo, se quando lá vai a casa nunca mostrou interesse em fazer estas coisas que são essenciais, não a estou a ver a ter de as fazer com ele doente de um dia para o outro.
 
Mas a má sou sempre eu, a má filha que não os deixa ver os netos mais vezes, que não vai lá a casa (talvez porque o meu marido trabalha na restauração e tem uns horários loucos e tem 2 folgas por semana que não são ao fim de semana e que são os únicos dias que está connosco ao jantar, porque durante o dia os miúdos vão para a escola e eu para o trabalho...) e que não lhes telefona todos os dias para saber como eles estão...
 
Não tenho paciência, estou cansada destes jogos e de ataques e de palavras duras e nenhum apoio. E o pior é que o meu pai também vai nestas histórias e se deixa levar...
 
...estava mesmo a precisar de desabafar...

Precisa-se...


Olá Abril, Olá Primavera, Olá Calor... Preciso de sol para alegrar os meus dias e esquecer os problemas, as pessoas que me chateiam em vez de me confortarem e as contas e tudo o que é mau...