quarta-feira, 6 de março de 2013

Hoje estou assim....

Hoje estou cansada, sem vontade de fazer coisa alguma, hoje fui vencida pela rotina e pelo cansaço que teimo em combater.
Nestes últimos tempos a minha vida é uma rotina pegada, de manhã a correria do cotume entre me arranjar e arranjar o piqueno, deixá-lo no infantário e seguir a correr para o trabalho...
Dia inteiro de trabalho, sempre a correr e sem tempo para tratar do que tenho mesmo de tratar e aquilo que gostaria de fazer. À noite nova correria para casa, banhos, jantar, adormecer o G., tratar de roupas (entenda-se lavar e pôr a secar e dobrar e passar a ferro a que vai ser precisa, porque nem tenho tempo de ter a roupa em ordem) e preparar as roupas para o dia seguinte e acabar na cama estoirada às 23h30 no minimo, o que já é uma conquista.
Sinceramente às vezes sinto que quando me deito, o meu corpo flutua, parece que nem sinto a cama... a rotina está a dar cabo de mim, é sempre as mesmas tarefas, como se entrasse em modo automático.

Sinto que não tenho tempo nenhum com os meus filhos, tempo de qualidade claro, limito-me a fazer o essencial como mantê-los limpos, alimentados e na cama a horas.
Não há divertimento nem brincadeiras espontaneas porque não consigo gerir as tarefas, o tempo e o cansaço...

Os fins de semana são mais calmos mas há tantas coisas para pôr em ordem, que passa a correr e pouco aproveitamos. Sinto que estou a perder a capacidade de relaxar e rir... e a luta contra este cansaço que se apodera de mim e não me deixa reagir, só me apetecia desaparecer por um dia ou dois e não pensar em nada, nem ninguém...

Não sou assim, não sou derrotista, nem conformada, sempre tive de lutar pelas coisas e enfrentar as dificuldades de cabeça levantada, mas neste momento não sei onde vou buscar forças para tal. O apoio familiar é nulo, pelo contrário ainda conseguem arranjar mais chatices e diz que disse... e sei que tenho de levantar a cabeça e reagir mas hoje não... 

terça-feira, 5 de março de 2013

15 meses...

O nosso bebé está a ficar crescido e a semana passada foi uma semana muito importante:
 
- Apareceram os 1ºs dentes! Apesar de já ter 15 meses os dentes estavam a tardar em aparecer. Toda a gente dizia para ter calma e que era normal, mas a verdade é que já estava a começar a ficar seriamente preocupada. Até o levei à Dentista, aproveitei que fomos com o mais velho e levamos o piqueno. Claro que também disse que era normal e que tinha também a ver com o desenvolvimento dele. Como ele anda sempre no percentil 25, que provavelmente só lá para os 20 meses é que iriam romper, senão se aos 24 meses ainda não tivesse rompido nenhum, logo iria avaliar, porque podia não haver dentes. WHAT???? Não haver dentes????? Fiquei tão parvinha que nem perguntei o que aconteceria se ele não tivesse dentes, nem nunca tinha ouvido falar sequer disso. E para não atrair mais imbróglios nem quis saber mais nada.
Contrariamente ao normal, nasceram os dois de cima e não de baixo, que ele gosta das coisas à sua maneira! Parece-me que agora vai vir tudo de enfiada...
 
- Fez o primeiro XIXI no pote (em casa...)! No infantário a educadora já tinha experimentado pô-lo no pote e da primeira vez fugiu mas depois lá achou piada e tem ido todos os dias. Por isso na sexta feira lá fui comprar um pote para experimentar pô-lo lá no fim de semana e para não quebrar a boa vontade dele.
De manhã fez xixi e à tarde, ao passar pela casa de banho, apontou para o pote e quando o sentei fez xixi. Claro que fiz uma festa e ele ficou todo contente. O irmão disse logo: "Se fazes esssa festa e ele só fez xixi, nem quero ver quando fizer cócó", hihihihi... Vai ser de arromba.
 
- Primeiro castigo! Pois é o G. no sábado ficou de castigo (o primeiro de muitos, adivinha-se). Agora anda numa de birras e atira-se para o chão e chora baba e ranho por nada, ou melhor, porque não o deixo fazer o que ele quer. Ele é birras para despir, para vestir, para comer, para dormi, ... , para tudo básicamente. Mesmo assim não leva a melhor e por isso como não parava de chorar e tinha a fralda limpa, acabadinho de comer, não queria ir para o chão queria colo, se pegava nele ao colo já queria ir para o chão, não queria e queria ao mesmo tempo os brinquedos, enfim... "passei-me" e pu-lo de castigo sentado no carrinho e disse-lhe que só de lá saía quando parasse de chorar e se portasse bem.
Pensei: Vai-me mandar dar uma volta e vai berrar como louco. Mas não... Pôs a chupeta e ficou com cara de criancinha injustiçada com uma mãe muito má, caladinho a olhar para mim e nem pestanejava. E lá ficou quase meia horita, que eu aproveitei para adiantar o almoço, depois não resisti e comecei a rir-me para ele e claro acabou-se o sossego.

...


Desafio Rádio Comercial

Hoje vinha no carro a caminho do trabalho, eu a conduzir (medo...), e como sempre a ouvir a Rádio Comercial. Hoje o desafio era "Pensamentos Positivos" apesar da crise e da chuva e fiquei a pensar.
 
Realmente apesar de toda a conjuntura actual e crises e greves, há sempre aspectos positivos de que nos deviamos orgulhar e dar valor.
 
Felizmente não faço parte do milhão de desempregados deste país, tenho um emprego relativamente bom, um part time que é a minha outra paixão e mais importante de tudo: tenho uma família linda e fantástica, dois filhos excepcionais que são a minha vida e saúde. 
 
Por isso toca a levantar da cama, SORRIAM e VIVAM!
 
UM BOM DIA
 
 

segunda-feira, 4 de março de 2013

Depois de 15 anos...

... e tantas incertezas ...

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Seguranca/Interior.aspx?content_id=3086932

SER MULHER

A escrita nunca foi o meu forte mas gosto muito de ler Blogs e algumas histórias têm tudo a ver comigo e como precisava de um escape para desabafar, resolvi criar o blogue, para deitar cá para fora e também partilhar com quem por cá passar (pouco provável...).
 
Adiante. Um dos Blogs que gosto de ler é o Socorro!Sou mãe... e este post retrata bem porque é que nós Mães precisavamos de dias com 48 horas.
 
Eu sou o cúmulo do NÃO delegar, não consigo deixar nada para os outros tratarem e mesmo quando lá consigo deixar alguma coisa para o marido tratar ou o filho mais velho fazer, lá tenho de ir atrás e ver se ficou bem ou como eu quero. É uma cruz que carrego...
 
No trabalho gosto de ser eu a tratar dos assuntos que começo a tratar do início ao fim porque se entretanto alguém começa a trabalhar no mesmo assunto parece que já nada bate certo e começo logo a sentir o nervoso miúdinho...
 
Como já disse, tenho um part time que faço através de casa e muita net, não tenho horários a cumprir nem deslocações obrigatórias a fazer, tenho eu a autonomia de decidir o que faço e como, também depende de mim se atinjo os objectivos ou não, por isso quanto mais conseguir fazer e mais tempo dedicar melhor para mim. O meu marido sempre se disponibilizou para me ajudar no que eu precissasse e continua a insistir que podia ter um papel mais activo, mas eu invento sempre uma desculpa e desconverso, mas a verdade é que apesar de não ter tempo de fazer tudo o que gostaria e de pôr todas as ideias que tenho em prática, não consigo lhe dar tarefas para fazer ou pedir-lhe que trate deste ou daquele assunto. Parece que se alguém fizer alguma coisa, depois não vou saber o que já foi feito ou não.
 
Quanto aos meus filhotes, são a grande prioridade da minha vida. Estou entre a adolescência e a infância e todos os dias tenho várias tarefas e recados só para eles. É comprar material escolar para o mais velho, fraldas para o mais novo, e as mais variadas coisas que nem imaginam mas que vos vou contando (prometo), à noite é banhos e refeições, ajuda nos trabalhos de casa, preparar roupas para o dia seguinte e claro o nosso bocadinho de mimo antes de deitar que sabe sempre a pouco...
Se vos disser que desde que o G. nasceu ainda não passei nenhuma noite sem ele (à excepção de 3 noites que passou na neonatologia e porque não me deixaram) e dias só os que passa no infantário, e que com o irmão foi igual e mesmo agora tão crescido é um castigo quando quer ir passar uns dias em casa de familiares porque o meu coraçãozinho fica apertado até o voltar a ver em casa, já dá para imaginar como sou mãe galinha...
 
A única tarefa que era capaz de "delegar" momentaneamente era mesmo a limpeza da casa e tarefas domésticas como passar a ferro (que detesto), mas só porque tenho pouco tempo e prefiro passá-lo com os meus meninos do que a limpar o pó e a arrumar roupa mas acho que depois ia cuscar tudo a ver se estava bem e não ia estar e eu ia fazer tudo na mesma, por isso não vale a pena gastar dinheiro numa empregada. De vez em quando lá tenho uma ajudinha da mãe, que sabe bem e sempre me poupa uma horita ou duas.
 
Fora isto tudo,ainda faço questão de controlar as questões financeiras, ou seja pagar as contas e fazer compras e tudo o que isso implica. O marido bem se oferece mas eu uso a indiscutível desculpa de que estou ao computador quase todo o dia e tenho mais facilidade de fazer os pagamentos (e até é verdade...) e tratar das coisas e por isso faço eu tudo.
 
E ao escrever este post apercebo-me realmente da minha obsessão e necessidade de controlar o que me rodeia, como se não o fazer me deixasse um vazio, uma sensação de não cumprir a minha missão como mãe, mulher, esposa... enfim, resumindo eu queria era ter tempo para fazer tudo e mais alguma coisa e ser tipo super mulher para estar sempre pronta para qualquer eventualidade e sempre enérgica e cheia de projectos, mas o dia só tem 24 horas... 
 
   

Balanço

 
A pouco tempo de chegar a meio do caminho entre os 30 e os 40 anos (nem acredito), sinto que preciso de fazer um balanço na minha vida.
 
Estes últimos dois anos foram de mudança: já com um filho a entrar na adolescência, fiquei grávida e veio mais um piolho para aumentar a família e a nível profissional (no meu part time) atingi um novo patamar, com novos objectivos, mais incentivos e claro mais trabalho.
 
Um bebé em casa altera totalmente as rotinas e como já não sou mãe de 1ª viagem, pensei que estava preparada para tal, mas confesso que não.
Acho que já me tinha acomodado a ter um pré adolescente em casa  que já não dependia tanto de mim, podia dormir até tarde e passar o fim de semana sem horas para almoçar e jantar, tinha uma vida mais descontraída (acho eu agora, porque na altura achava que tinha uma vida muito ocupada...).
 
Com a chegada do G. o que já era uma loucura, passou a caos. Não estava preparada para as noites sem dormir, fraldas e refeições de 3 em 3 horas... Acho que, apesar dele já ter 15 meses, ainda me estou a habituar e a organizar.
Dizem que os filhos nunca são iguais e que as experiências e vivências também não e realmente passo por isso diáriamente: com o G. é tudo tão diferente do que foi com o H., não sei se pela idade (tive o H. com 21 anos e o G. com 34), ou se por ter mais responsabilidades agora, mas ainda estou na fase da adaptação.
 
Agora que está a ficar mais crescido e menos "bebé", vai sendo mais fácil gerir o dia a dia, entre as birras do mais novo e os stresses do mais velho!
 


O início...

Sou uma blog addicted, adoro ler blogs e seguir as histórias reais que lá se contam e com as quais tantas vezes me identifico e quando preciso de uma pausa gosto de os ler para ganhar novo fôlego.
 
Sou apenas uma Mãe, como tantas outras, de DOIS meninos reguilas que são a minha vida, com um emprego a tempo inteiro e um Part Time que eu adoro e que me dá um sentido de realização pessoal, com todas as tarefas domésticas que ser mãe e esposa implicam e que preciso urgentemente que os dias estiquem porque o tempo é pouco para tudo o que tenho e gostaria de fazer.
 
Mas isso são outras histórias...